Paginas

Last Guardian - Muitas promessas para PS4



The Last Guardian esteve sumido por anos, após ter sido anunciado para PlayStation 3 na E3 de 2009. O game, agora, vai ser lançado apenas para PS4 e estava disponível na E3 2015, maior feira de jogos do mundo, em Los Angeles. O TechTudo participou da demonstração especial com os produtores e conferiu os detalhes da relação entre o menino e a criatura que protagonizam a aventura.



Uma dupla inseparável

A demonstração começa de forma bem lúdica. O menino acorda e precisa acordar a fera, uma espécie de mistura entre gato e condor. Após acordá-lo, os controles fazem com que você brinque com o animal, como se ele fosse um bichinho de estimação de verdade. O game te convence a fazer isso e a conferir as reações do companheiro.

É possível fazer carinho, chamar para uma determinada parte do cenário, escalar suas penas/pêlos e até alimentá-lo, jogando barris cheios de comida para que ele mastigue. O mais interessante é que o menino lança os barris de forma irregular, por não ter força o suficiente para isso, mas o bicho se estica e os pega como pode, de forma bem natural.



Segundo Fumito Ueda, diretor-chefe de produção, a ideia de The Last Guardian é passar a impressão de que a criatura é realmente de verdade. Parece que ela tem sentimentos, feições e até mesmo expressões muito próximas de algo domesticado, por mais que seja algo feito de polígonos e bits no videogame.

Ajuda mútua
A demonstração é formada de diversos segmentos onde os dois se ajudam. O menino pode usar a criatura para saltar em locais mais avançados, enquanto a criatura precisa de sua ajuda para passar por partes onde ele não conseguiria, como uma espécie de amuleto que causa medo e precisa ser empurrado para um precipício pelo garoto.



Toda a ideia é bem executada e realmente funciona. A inteligência artificial do bicho é algo de se espantar, com grande qualidade de execução. O clima do cenário é tão sereno que você esquece que podem haver algumas ameaças pelo caminho, como chão que se desfaz ou abismos enormes que precisam ser saltados pela dupla.

A execução realista também tem um “quê” de sentimental. Ao escalar as penas do animal, o garoto pode machucá-lo um pouco e fazer com que ele grite com um gemido de dor, como se você estivesse puxando o pêlo de um cachorro, por exemplo. Há ainda a movimentação bem esguia que lembra a parte felina da criatura, além das asas que, inicialmente, são inúteis, mas que podem crescer no futuro.

The Last Guardian parece um filme, mas não daquele tipo que você confere no cinema com a galera. A ideia aqui é ser uma experiência para um jogador, para que ele aprenda a relação com a criatura. Além disso, você começa a pensar sempre no outro e ver as consequências de suas próprias ações, sejam boas, ruins ou até mesmo falhas – o que não pode ser sua culpa.



O mais interessante disso tudo está na parte gráfica, que está excelente. Contudo, o menino possui um estilo artístico diferenciado, como se ele não fizesse parte daquele mundo. Seria isso uma impressão de mensagem oculta, para confirmar que o jovem representa o jogador, frente a essa relação com o bicho em questão?


Seja como for, The Last Guardian passa uma incrível mensagem apenas na nova demonstração que surgiu na E3. O que vier pela frente é lucro. Conhecido por jogos como Shadow of the Colossus e ICO, o produtor Fumito Ueda tem tudo para acertar novamente por aqui, e ficamos satisfeitos com essa experiência inicial.

Unknown

Phasellus facilisis convallis metus, ut imperdiet augue auctor nec. Duis at velit id augue lobortis porta. Sed varius, enim accumsan aliquam tincidunt, tortor urna vulputate quam, eget finibus urna est in augue.

Nenhum comentário:

Postar um comentário